Quinta-feira, 23 de Junho de 2011
o fim de um princípio
Quinta-feira, 14 de Abril de 2011
Sexta-feira, 8 de Abril de 2011
feira da saúde
Sexta-feira, 18 de Março de 2011
Lição
Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011
célebre célere cérebro
Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010
bem-me-quer
Sexta-feira, 19 de Novembro de 2010
Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010
Sexta-feira, 28 de Maio de 2010
Um cotton club todo pimpão
Terça-feira, 4 de Maio de 2010
privilégio
Noite de absoluto júbilo, esta que passei no sarau organizado pela turma do 9C. Um espectáculo concebido e interpretado pelos alunos, para homenagear os seus professores e os seus pais. Um programa humorado e surpreendente, que é uma coisa que estas récitas quase nunca conseguem ser. No final, pediram-me que falasse a uma sala cheia sobre o que penso, todos pensamos, deles. Disse-lhes que ser professor é um privilégio raro e que ser professor de uma turma assim, tão feliz, risonha e trabalhadora, é privilégio ainda mais raro.
Depois disse aos muitos pais presentes aquilo que mereciam escutar: que não sei o que andam a fazer, mas seja lá o que for, estão a fazê-lo muitíssimo bem.
Estamo-vos, nós professores, muitíssimo obrigados. Uma noite inesquecível.
Quinta-feira, 22 de Abril de 2010
jardineiros

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A palavra "jardinagem" produziu a metáfora operativa adequada; depois de estabelecida esta ideia central foi só juntar um regador metálico que eu tinha na minha garagem. Os alunos trouxeram fio de nylon para simular a água que sai do regador para regar cada uma dessas conquistas de liberdade; enquanto uns fizeram com papel crepe e arame umas réplicas de cravos, outros lavavam e secavam vasos e outros ainda preparavam a terra. Finalemente, outros inventariavam 36 conquistas do 25 de Abril. Tudo coisas que o 25 de Abril impôs sobre a sociedade portuguesa. 36 vasos. 36 cravos. 36 conquistas. A florÓbidos ofereceu os vasos. O resto foi só trabalho e duas aulas apenas.
Quando concluímos, percebia-se que faltava ali algo. Criámos então um cartaz de três metros onde ficariam algumas ideias soltas: nomes dos capitães de Abril, membros da Junta de Salvação Nacional, líderes partidários, etc., todos circundados pelas expressões "eu", "tu" e "nós", por sermos todos, enfim, herdeiros e transmissores do que de mais bonito e importante nos trouxe o 25 de Abril de 1974.
Finalmente pedi-lhes que pusessem por ali os seus próprios nomes. Não para que assinassem o trabalho, mas por serem eles também os combatentes diários e futuros da liberdade. Fiéis e pacientes jardineiros das frágeis conquistas de Abril.
Terça-feira, 13 de Abril de 2010
Às voltas com as artes
Momentos da visita de estudo, editados em telemóvel. Cumprimentos à Joana e à Isabel, guias das visitas, que souberam muito bem conquistar a curiosidade de todos. Um dia dedicado à condição feminina, como ponto de (des)encontro de dois discursos distantes. Distintos. Um bom dia. No final uma óptima conversa com eles sobre a função da arte nos seus quotidianos.
Terminou a história
Boas companhias
Quarta-feira, 3 de Março de 2010
Na assembleia municipal
Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010
61,5 litros na Fábrica do Braço de Prata
O projecto 61 litros e meio está exposto na fábrica do braço de prata, em Lisboa, desde 20 de Janeiro de 2010. Trata-se de um trabalho realizado por alunos do 9º ano no ano lectivo de 2008-2009 e que conheceu uma generosa adesão por parte de todos. A inserção desta peça de oitenta garrafas num espaço de restauração faz todo o sentido. Nas palavras do pater familias daquele espaço lisboeta de cultura, Nuno Nabais, a peça "foi obviamente feita para ali estar".
Fica aqui o texto de apresentação:
De
acordo
com uma inves
tigação da National
Geographic 61 litros e meio
é a quantidade média de lágrimas
que, numa vida, um ser humano chora.
Juntar todas essas gotas num único lugar
e contemplar outra vez esse deslumbramento
que é o corpo humano, constitui um exercício que
nunca deixará de nos maravilhar. Mas aqui quisemos
ir um pouco mais longe. Fomos à procura do que está
por detrás de uma lágrima? Cada rótulo de cada garrafa
apresenta uma razão que foi uma vez válida para que um
de nós chorasse. São as experiências pessoais dos alunos
o que estas garrafas aqui revelam. Chorar de alegria, de
tristeza, por instinto, por medo, uma lágrima pode ser
feita de "Água (quase tudo) e cloreto de sódio", como
ensinou António Gedeão. Mas pode ser, também,
uma forma simples e cálida de despoluição
encontrada por cada um de nós para
revisitar o que nos existe
de mais asseado,
contundente
e puro.
Tudo condensado no fulgor joalheiro e freático de uma gota de água.
Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010
Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009
pressão cumprida
Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
Uma panela de pressão para a associação "De volta a casa"
A associação "De volta a casa" é uma entidade de apoio social com acção reconhecida na cidade das Caldas da Rainha que se tem destacado pelas acções de voluntariado que asseguram a subsistência diária de dezenas de cidadãos que atravessam conjunturalmente situações de fragilidade económica e social. O apoio dado a esta associação é uma tarefa tão indispensável como antiga por parte desta escola. Conscientes da acção meritória que esta associação vem desempenhando, os alunos do 7ºE entraram em contacto com os mentores deste projecto de solidariedade e receberam a informação de que é necessária uma panela de pressão para melhor assistir às necessidades dos beneficiários da associação.
Com o propósito de angariar verba suficiente para a aquisição e oferta deste equipamento, os alunos do 7ºE, com a coordenação do professor de Área de Projecto e Formação Cívica, organizaram no dia 25 de Novembro de 2009, entre as 09h30 e as 17h00, no átrio do primeiro ciclo da escola uma quermesse que pretende obter o montante necessário para aquela compra.
Os alunos produziram vários posters, elaboraram e expuseram um cartaz de grandes dimensões e ficaram responsáveis por trazer todos os bens necessários para a realização desta quermesse. Os professores de Estudo Acompanhado, Francês, Língua Portuguesa e Educação Física manifestaram a melhor compreensão para a realização desta acção.
Uma palavra muito especial para a discreta mas indispensável participação de todos os encarregados de educação, sem os quais não seria possível a boa prossecução deste projecto, integrado na disciplina de Área de Projecto e Formação Cívica.
Sábado, 25 de Abril de 2009
25 de Abril 2009 - Guinote nas Caldas
No dia 25 de Abril de 2009, o Paulo Guinote aceitou o convite de vir às Caldas da Rainha apresentar o seu livro. Tomei esta iniciativa num momento em que a minha escola atravessava um dos instantes mais mediáticos a nível nacional a propósito da exoneração tão inédita quanto injustificável do seu Conselho Executivo. O Paulo acompanha este caso com a maior atenção e quis escolher o seu dia 25 de Abril para vir ter connosco às Caldas e passar o dia desta forma. De destacar o depoimento da Lina Carvalho, pela emoção e a intervenção do Paulo Prudêncio, pela incisão serena que sempre coloca nas suas raras aparições públicas.
O CCC abriu-nos as portas e o pequeno auditório quase encheu de amigos e professores descontentes com toda a situação que atravessávamos. O coro da Isabel Seno iluminou a tarde com sorrisos. Foi um dia de grande união afectiva e de companheirismo. Uma excelente jornada que terminaria na Charbonnade da Rainha a trincar frutas e a assar tiras de carnes seleccionadas.
Para ver um álbum de fotografias deste dia clique aqui.
Domingo, 2 de Novembro de 2008
Alunos expõem em Lisboa
A peça resultante do projecto tempo real composta por 40 telas executadas por 40 alunos do 8º ano de escolaridade foi apresentada na galeria da Fábrica do Braço de Prata durante o mês de Novembro de 2008. O evento contou com a presença de vários dos alunos que executaram o trabalho que ali representaram os seus colegas, bem como professores que acompanharam este processo - que pode ser melhor acompanhado no website
http://www.edudepo.org/expos/expotr/index.html
Ao evento não faltou o Conselho Executivo que quis desta forma manifestar a sua satisfação e agradecimento por ver uma reputada galeria de artistas abrir as suas portas a trabalhos escolares, ainda que de indisputável qualidade. Em representação da galeria, Patrícia Freire manifestou a sua satisfação por poder ter exposta uma peça que considerou absolutamente adequada ao local escolhido e referiu que a selecção da peça revestiu considerações artísticas e não uma qualquer concessão institucional. A peça ocupa um espaço disputado da galeria, que é normalmente concedido durante um mês a cada artista que apresenta um projecto à galeria.

Também desta vez, a peça adequou-se ao espaço nobre da entrada da galeria.
O sucesso da exposição foi obtido, conseguindo o aplauso dos visitantes e do galerista que acabaria por solicitar a extensão da exibição da peça por mais três meses.
Quinta-feira, 1 de Maio de 2008
nanoprojectos - 1 de Maio (2008)
Em Maio de 2008, a turma do 8ºC expôs um poster de grandes dimensões (4X1,5m) no Átrio principal da escola comemorando o dia 1 de Maio. Pela importância que tem na história do trabalho e dos direitos dos trabalhadores, o dia 1 de Maio não constitui uma referência eminentemente revoltosa ou subversiva, ainda que esteja marcadamente associado, no nosso país, ao processo revolucionário do 25 de Abril de 1974. Na verdade, o 1 de Maio de 1974 reuniu uma multidão nunca vista em Portugal numa manifestação colectiva de júbilo pelo fim da ditadura do Estado Novo. Talvez por isso em Portugal estejam hoje estas duas datas tão indistintamente associadas.
Os alunos foram convidados a reencontrar e compreender as origens desta celebração. Muito cedo as suas pesquisas os atiraram para um violento século XIX em que as condições dos trabalhadores, nomeadamente urbanos e operários, eram um campo de fundas discriminações e de situações humanamente deploráveis, e em que o nascimento do sindicalismo correspondeu a uma urgência indispensável para os sectores mais desprotegidos da sociedade.
A realização do trabalho permitiu uma leitura mais informada do dia e um debate sobre direitos laborais e sindicalismo na actualidade. A comemoração deste dia representa, por isso, muito mais do que uma bandeira de um sector político ou partidário da sociedade mas, antes, a memória de uma luta antiga, indispensável e que todos os dias percebemos estar muito longe de terminar.
Este trabalho realizou-se numa perspectiva de projecto de curta duração (nanoprojectos), sendo concluído em apenas quatro tempos lectivos. O poster foi realizado a partir de pesquisas orientadas a partir de um briefing preparatório e tendo em vista um deadline inadiável. As tarefas foras realizadas em exclusivo pelos alunos, e com o texto – obrigatoriamente original – corrigido e estabelecido por eles.
Terça-feira, 22 de Abril de 2008
nanoprojectos - 25 de Abril (2008)
Em 2008, comemorámos o 25 de Abril com outra ideia simples. Encher um poster de grandes dimensões com uma G3, a espingarda dos soldados que nos deram o 25 de Abril. Preenchê-lo com post its para nos não esquecermos que é preciso, é sempre preciso “Lembrar o 25 de Abril”. Depois, pintar tudo com as cores nacionais (de cera).
Demorámos uma única aula de 90 minutos para produzir tudo. Um nanoprojecto que foi muito bem acolhido por todos, especialmente pelos alunos.
“O desejo de resistir à opressão está implantado na natureza do Homem”
Publius (Gaius) Tacitus
Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008
Comemorar as vítimas do Holocausto (2008)
No dia 28 de Janeiro de 2008, comemorámos o dia das vítimas do Holocausto. Já o fizéramos em anos anteriores com a exposição “Holocausto nazi: um gráfico de barras” que pode ser visitada em http://www.edudepo.org/expos/exposhoah/index.html. A tónica este ano foram as crianças. Escolhi e traduzi 5 textos de 5 crianças que não sobreviveram ao Shoah. Os meus alunos ofereceram-se para os ler na sala de professores e em turmas do 9º ano que estudam esta parte terrível da história do século XX. O formato escolhido foi muito aplaudido e comovente para muitos professores que não seguraram as lágrimas. Os alunos leram tudo de forma irrepreensível na primeira pessoa. Como se fossem eles.
A proximidade da inocência com a barbárie é-me insuportável, como os meus alunos já testemunharam mais do que seria recomendável. Não voltarei a repetir este erro. A versão Web deste trabalho, que levámos ao ponto de costurar réplicas das estrelas de David, encontra-se disponível em http://www.edudepo.org/expos/expopp/index.html
Terça-feira, 6 de Novembro de 2007
Acção moodle




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