Quinta-feira, 23 de Junho de 2011

o fim de um princípio

Não é fácil ser feliz. Mas cada vida se faz coleccionando, pacientemente, os momentos bons da vida. Foi isso que fizeram os meus alunos ontem. Milhares de recortes de expressões felizes numa tela tão grande e pequena como a vida. Quatro meses de recortes e colagens para um trabalho fora de moda. Que orgulho tenho na perseverança dos alunos. Fica o momento do último recorte a ser colado.

Quinta-feira, 14 de Abril de 2011

Sexta-feira, 8 de Abril de 2011

feira da saúde

Que bonita está a escola hoje, muito por causa da prof Andreia que foi quase solitariamente incansável. Jogos tradicionais, correrias, alunos e professores a fazer pilates e ioga, pequenos almoços saudáveis, palestras, filmes, etc.. Noutros tempos não estaria sem a ajuda de quase todos os colegas. Pensar que há uns anos toda a escola era assim, durante todo o ano, ano após ano.

Sexta-feira, 18 de Março de 2011

Lição

Hoje conversei com a mãe de uma aluna minha. Uma mãe a valer. Ponderada, atenta, risonha e acutilante. Pobre, também. Muito. Mas de uma pobreza sem interferências no que deve ser a ponderação, a atenção, o humor e a objectividade de uma mãe. Que privilégio ter uma mãe assim. Naturalmente, os resultados saltam à vista, herdados de mãe para filha. Que torpeza uma mãe assim ter de pelejar tão desproporcionadamente contra a vida para a vencer com tamanha temperança. Que exemplo. O meu desejo para este ano é que eu saiba, como fez e faz a minha aluna tão bem, ter aprendido mais esta lição de vida.



Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011

célebre célere cérebro

Jogando o Britain's best brain com ex-alunos numa aula de substituição. Será possível que esteja vedado o acesso a jogos didácticos e matemáticos? britainsbestbrain.com

Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010

bem-me-quer

Os meus alunos concluem o seu primeiro trabalho. O projecto bem-me-quer revela que as boas notícias não são raras; há é uma eterna rivalidade entre querê-las e querelas.

Sexta-feira, 19 de Novembro de 2010

balestilha

Aquela aula do ano em que os meus alunos medem a altura do sol.

Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010

25 de Abril - 36 anos

videoUm pequeno clip vídeo que guardei da peça feita pelos meus alunos para o dia da liberdade.

Sexta-feira, 28 de Maio de 2010

Um cotton club todo pimpão

Depois de estudarem os anos 20 e 30, eis que os meus alunos decidem acompanhar-me ao teatro e assistir a uma recriação do Harlem Cotton Club. Iniciativa oportuníssima do Conservatório das Caldas da Rainha. O meu aluno Jorge Mota toca Uematsu ao piano. Isto não podia prometer mais.

Terça-feira, 4 de Maio de 2010

privilégio

Noite de absoluto júbilo, esta que passei no sarau organizado pela turma do 9C. Um espectáculo concebido e interpretado pelos alunos, para homenagear os seus professores e os seus pais. Um programa humorado e surpreendente, que é uma coisa que estas récitas quase nunca conseguem ser. No final, pediram-me que falasse a uma sala cheia sobre o que penso, todos pensamos, deles. Disse-lhes que ser professor é um privilégio raro e que ser professor de uma turma assim, tão feliz, risonha e trabalhadora, é privilégio ainda mais raro.

Depois disse aos muitos pais presentes aquilo que mereciam escutar: que não sei o que andam a fazer, mas seja lá o que for, estão a fazê-lo muitíssimo bem.

Estamo-vos, nós professores, muitíssimo obrigados. Uma noite inesquecível.

Quinta-feira, 22 de Abril de 2010

jardIMAGENS

video

jardineiros





Mais um dos meus "nanoprojectos". Em apenas três aulas, os meus alunos tinham de concluir uma peça comemorativa dos 36 anos da revolução do 25 de Abril. Depois de um debate, ficou acordado que deveríamos criar algo que promovesse a ideia pela qual as conquistas do 25 de Abril não são eternas e precisam de uma "jardinagem constante".

A palavra "jardinagem" produziu a metáfora operativa adequada; depois de estabelecida esta ideia central foi só juntar um regador metálico que eu tinha na minha garagem. Os alunos trouxeram fio de nylon para simular a água que sai do regador para regar cada uma dessas conquistas de liberdade; enquanto uns fizeram com papel crepe e arame umas réplicas de cravos, outros lavavam e secavam vasos e outros ainda preparavam a terra. Finalemente, outros inventariavam 36 conquistas do 25 de Abril. Tudo coisas que o 25 de Abril impôs sobre a sociedade portuguesa. 36 vasos. 36 cravos. 36 conquistas. A florÓbidos ofereceu os vasos. O resto foi só trabalho e duas aulas apenas.

Quando concluímos, percebia-se que faltava ali algo. Criámos então um cartaz de três metros onde ficariam algumas ideias soltas: nomes dos capitães de Abril, membros da Junta de Salvação Nacional, líderes partidários, etc., todos circundados pelas expressões "eu", "tu" e "nós", por sermos todos, enfim, herdeiros e transmissores do que de mais bonito e importante nos trouxe o 25 de Abril de 1974.

Finalmente pedi-lhes que pusessem por ali os seus próprios nomes. Não para que assinassem o trabalho, mas por serem eles também os combatentes diários e futuros da liberdade. Fiéis e pacientes jardineiros das frágeis conquistas de Abril.

Terça-feira, 13 de Abril de 2010

Às voltas com as artes

Momentos da visita de estudo, editados em telemóvel. Cumprimentos à Joana e à Isabel, guias das visitas, que souberam muito bem conquistar a curiosidade de todos. Um dia dedicado à condição feminina, como ponto de (des)encontro de dois discursos distantes. Distintos. Um bom dia. No final uma óptima conversa com eles sobre a função da arte nos seus quotidianos.

video

Contaminação

A arte contagia. É função da escola injectar alguns vírus.

Terminou a história

Guias muito contentes e surpresos com a atenção que dedicámos à visita. De estudo, afinal. Next station: ccb

A casa de Souto Moura

40... 41. Primeiro ponto da visita. Todos bem.

Boas companhias

Na companhia da Ana Frazão, Paulo Sousa e Dulce Nunes vamos em direcção a Lisboa e Cascais para ver tudo. É uma visita de tudo. Levamos 41 alunos connosco. Que melhor companhia?

Quarta-feira, 3 de Março de 2010

Na assembleia municipal

Fui com o 9º C à assembleia municipal. Uma visita importante para todos os alunos que foram muito bem acolhidos pelo Dr. José Fernando, e por todos os deputados, alguns deles seus ex-professores. Excelente serão, devidamente noticiado nos jornais locais, por simpatia..

Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

61,5 litros na Fábrica do Braço de Prata

O projecto 61 litros e meio está exposto na fábrica do braço de prata, em Lisboa, desde 20 de Janeiro de 2010. Trata-se de um trabalho realizado por alunos do 9º ano no ano lectivo de 2008-2009 e que conheceu uma generosa adesão por parte de todos. A inserção desta peça de oitenta garrafas num espaço de restauração faz todo o sentido. Nas palavras do pater familias daquele espaço lisboeta de cultura, Nuno Nabais, a peça "foi obviamente feita para ali estar".

Fica aqui o texto de apresentação:

De

acordo

com uma inves

tigação da National

Geographic 61 litros e meio

é a quantidade média de lágrimas

que, numa vida, um ser humano chora.

Juntar todas essas gotas num único lugar

e contemplar outra vez esse deslumbramento

que é o corpo humano, constitui um exercício que

nunca deixará de nos maravilhar. Mas aqui quisemos

ir um pouco mais longe. Fomos à procura do que está

por detrás de uma lágrima? Cada rótulo de cada garrafa

apresenta uma razão que foi uma vez válida para que um

de nós chorasse. São as experiências pessoais dos alunos

o que estas garrafas aqui revelam. Chorar de alegria, de

tristeza, por instinto, por medo, uma lágrima pode ser

feita de "Água (quase tudo) e cloreto de sódio", como

ensinou António Gedeão. Mas pode ser, também,

uma forma simples e cálida de despoluição

encontrada por cada um de nós para

revisitar o que nos existe

de mais asseado,

contundente

e puro.

Tudo condensado no fulgor joalheiro e freático de uma gota de água.

Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

pressão cumprida

O ponto alto do empenho dos meus alunos do 7E. O Sr Joaquim Sá deslocou-se à nossa aula para receber a panela de pressão. A aluna Joana Loureiro agradeceu à associação que dinamiza esta importante obra. O valor obtido ultrapassou o necessário e será entregue à associação.

02122009(004)

momento

O momento da entrega feito pela delegada de turma, Joana Loureiro.

Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Uma panela de pressão para a associação "De volta a casa"

A associação "De volta a casa" é uma entidade de apoio social com acção reconhecida na cidade das Caldas da Rainha que se tem destacado pelas acções de voluntariado que asseguram a subsistência diária de dezenas de cidadãos que atravessam conjunturalmente situações de fragilidade económica e social. O apoio dado a esta associação é uma tarefa tão indispensável como antiga por parte desta escola. Conscientes da acção meritória que esta associação vem desempenhando, os alunos do 7ºE entraram em contacto com os mentores deste projecto de solidariedade e receberam a informação de que é necessária uma panela de pressão para melhor assistir às necessidades dos beneficiários da associação.

Com o propósito de angariar verba suficiente para a aquisição e oferta deste equipamento, os alunos do 7ºE, com a coordenação do professor de Área de Projecto e Formação Cívica, organizaram no dia 25 de Novembro de 2009, entre as 09h30 e as 17h00, no átrio do primeiro ciclo da escola uma quermesse que pretende obter o montante necessário para aquela compra.

Os alunos produziram vários posters, elaboraram e expuseram um cartaz de grandes dimensões e ficaram responsáveis por trazer todos os bens necessários para a realização desta quermesse. Os professores de Estudo Acompanhado, Francês, Língua Portuguesa e Educação Física manifestaram a melhor compreensão para a realização desta acção.

Uma palavra muito especial para a discreta mas indispensável participação de todos os encarregados de educação, sem os quais não seria possível a boa prossecução deste projecto, integrado na disciplina de Área de Projecto e Formação Cívica.

quermesse

Vamos comprar uma panela de pressão para a associação "De volta a casa".

momento

cartazes

Alguns dos cartazes concebidos e executados pelos alunos.

Sábado, 25 de Abril de 2009

25 de Abril 2009 - Guinote nas Caldas

No dia 25 de Abril de 2009, o Paulo Guinote aceitou o convite de vir às Caldas da Rainha apresentar o seu livro. Tomei esta iniciativa num momento em que a minha escola atravessava um dos instantes mais mediáticos a nível nacional a propósito da exoneração tão inédita quanto injustificável do seu Conselho Executivo. O Paulo acompanha este caso com a maior atenção e quis escolher o seu dia 25 de Abril para vir ter connosco às Caldas e passar o dia desta forma. De destacar o depoimento da Lina Carvalho, pela emoção e a intervenção do Paulo Prudêncio, pela incisão serena que sempre coloca nas suas raras aparições públicas.

O CCC abriu-nos as portas e o pequeno auditório quase encheu de amigos e professores descontentes com toda a situação que atravessávamos. O coro da Isabel Seno iluminou a tarde com sorrisos. Foi um dia de grande união afectiva e de companheirismo. Uma excelente jornada que terminaria na Charbonnade da Rainha a trincar frutas e a assar tiras de carnes seleccionadas.

Para ver um álbum de fotografias deste dia clique aqui.

Domingo, 2 de Novembro de 2008

Alunos expõem em Lisboa

A peça resultante do projecto tempo real composta por 40 telas executadas por 40 alunos do 8º ano de escolaridade foi apresentada na galeria da Fábrica do Braço de Prata durante o mês de Novembro de 2008. O evento contou com a presença de vários dos alunos que executaram o trabalho que ali representaram os seus colegas, bem como professores que acompanharam este processo - que pode ser melhor acompanhado no website

http://www.edudepo.org/expos/expotr/index.html

Ao evento não faltou o Conselho Executivo que quis desta forma manifestar a sua satisfação e agradecimento por ver uma reputada galeria de artistas abrir as suas portas a trabalhos escolares, ainda que de indisputável qualidade. Em representação da galeria, Patrícia Freire manifestou a sua satisfação por poder ter exposta uma peça que considerou absolutamente adequada ao local escolhido e referiu que a selecção da peça revestiu considerações artísticas e não uma qualquer concessão institucional. A peça ocupa um espaço disputado da galeria, que é normalmente concedido durante um mês a cada artista que apresenta um projecto à galeria.





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Depois de ter estado exposto na Escola Básica Integrada de Sto. Onofre, o projecto tempo real foi já exposto na escola superior de arte e design das Caldas da Rainha e conhece com esta presença em Lisboa o seu terceiro formato. Para cada um dos espaços foi concebido um projecto gráfico diferente, em nenhuma das três ocasiões a peça foi apresentada com a mesma disposição.
Também desta vez, a peça adequou-se ao espaço nobre da entrada da galeria.
O sucesso da exposição foi obtido, conseguindo o aplauso dos visitantes e do galerista que acabaria por solicitar a extensão da exibição da peça por mais três meses.

Quinta-feira, 1 de Maio de 2008

nanoprojectos - 1 de Maio (2008)

Em Maio de 2008, a turma do 8ºC expôs um poster de grandes dimensões (4X1,5m) no Átrio principal da escola comemorando o dia 1 de Maio. Pela importância que tem na história do trabalho e dos direitos dos trabalhadores, o dia 1 de Maio não constitui uma referência eminentemente revoltosa ou subversiva, ainda que esteja marcadamente associado, no nosso país, ao processo revolucionário do 25 de Abril de 1974. Na verdade, o 1 de Maio de 1974 reuniu uma multidão nunca vista em Portugal numa manifestação colectiva de júbilo pelo fim da ditadura do Estado Novo. Talvez por isso em Portugal estejam hoje estas duas datas tão indistintamente associadas.

Os alunos foram convidados a reencontrar e compreender as origens desta celebração. Muito cedo as suas pesquisas os atiraram para um violento século XIX em que as condições dos trabalhadores, nomeadamente urbanos e operários, eram um campo de fundas discriminações e de situações humanamente deploráveis, e em que o nascimento do sindicalismo correspondeu a uma urgência indispensável para os sectores mais desprotegidos da sociedade.

A realização do trabalho permitiu uma leitura mais informada do dia e um debate sobre direitos laborais e sindicalismo na actualidade. A comemoração deste dia representa, por isso, muito mais do que uma bandeira de um sector político ou partidário da sociedade mas, antes, a memória de uma luta antiga, indispensável e que todos os dias percebemos estar muito longe de terminar.

Este trabalho realizou-se numa perspectiva de projecto de curta duração (nanoprojectos), sendo concluído em apenas quatro tempos lectivos. O poster foi realizado a partir de pesquisas orientadas a partir de um briefing preparatório e tendo em vista um deadline inadiável. As tarefas foras realizadas em exclusivo pelos alunos, e com o texto – obrigatoriamente original – corrigido e estabelecido por eles.

 

Terça-feira, 22 de Abril de 2008

nanoprojectos - 25 de Abril (2008)

Em 2008, comemorámos o 25 de Abril com outra ideia simples. Encher um poster de grandes dimensões com uma G3, a espingarda dos soldados que nos deram o 25 de Abril. Preenchê-lo com post its para nos não esquecermos que é preciso, é sempre preciso “Lembrar o 25 de Abril”. Depois, pintar tudo com as cores nacionais (de cera).

Demorámos uma única aula de 90 minutos para produzir tudo. Um nanoprojecto que foi muito bem acolhido por todos, especialmente pelos alunos.

“O desejo de resistir à opressão está implantado na natureza do Homem”

Publius (Gaius) Tacitus

Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

Comemorar as vítimas do Holocausto (2008)

No dia 28 de Janeiro de 2008, comemorámos o dia das vítimas do Holocausto. Já o fizéramos em anos anteriores com a exposição “Holocausto nazi: um gráfico de barras” que pode ser visitada em http://www.edudepo.org/expos/exposhoah/index.html. A tónica este ano foram as crianças. Escolhi e traduzi 5 textos de 5 crianças que não sobreviveram ao Shoah. Os meus alunos ofereceram-se para os ler na sala de professores e em turmas do 9º ano que estudam esta parte terrível da história do século XX. O formato escolhido foi muito aplaudido e comovente para muitos professores que não seguraram as lágrimas. Os alunos leram tudo de forma irrepreensível na primeira pessoa. Como se fossem eles.

A proximidade da inocência com a barbárie é-me insuportável, como os meus alunos já testemunharam mais do que seria recomendável. Não voltarei a repetir este erro. A versão Web deste trabalho, que levámos ao ponto de costurar réplicas das estrelas de David, encontra-se disponível em http://www.edudepo.org/expos/expopp/index.html

Terça-feira, 6 de Novembro de 2007

Acção moodle

No Inverno de 2007, a escola básica integrada de Sto Onofre atravessava um segundo processo intenso de conversão de práticas digitais para práticas digitais ainda mais recentes e poderosas. Depois de uma conversão de práticas analógicas para procedimentos informáticos começara a tornar-se premente para os professores poderem estender as suas tarefas profissionais ao lugar onde mais tempo com elas dedicam: a sua própria casa

O surgimento de uma plataforma web que permitisse um acesso simultaneamente simples mas restringível e seguro a dados confidenciais ou a permitir uma extensão enorme das possibilidades didácticas e pedagógicas na relação produtiva com os alunos vinha ao encontro deste processo de mudança que a minha escola percorria muitas vezes corajosamente só.

As imagens que aqui ficam ilustram mais uma acção de formação nocturna no dia 6 de Novembro de 2007 que reuniu a maioria dos docentes desta escola.